Webmail CUT

Acesse seu Webmail CUT


Login CUT

Acesse a CUT

Esqueceu a senha?

A falácia do 13º do prefeito de Curitiba Rafael Greca

Gestor esconde que o salário dos servidores não foi reajustado em março de 2017

Escrito por: Manoel Ramires • Publicado em: 13/06/2018 - 15:33 • Última modificação: 13/06/2018 - 15:49 Escrito por: Manoel Ramires Publicado em: 13/06/2018 - 15:33 Última modificação: 13/06/2018 - 15:49

Daniel Castellano/SMCS Com seu padrinho político, Greca prioriza asfaltos.

O prefeito Rafael Greca (PMN) utilizou as redes sociais para celebrar o pagamento na primeira parcela do 13º salário dos servidores municipais. Mas o vídeo tem vários Fake News. Ele não informa que congelou o salário dos servidores em março de 2017, promovendo perdas salariais de 9,3%. Também não informa que o não reajuste influencia diretamente no valor pago aos trabalhadores. Tampouco diz que esse pagamento não ocorre na integralidade do 13º, pois ele alterou a lei. Por fim, o prefeito Greca não explica que o pagamento da primeira parcela nos últimos cinco anos sempre aconteceu nessa época.

No vídeo postado nas redes sociais, o prefeito diz que “tem a grande alegria de anunciar que na próxima quarta-feira, 20 de junho, vamos pagar metade do 13º alusivo aos salários do ano de 2018 para todos os funcionários ativos e inativos”.

Por outro lado, o prefeito omite que esse pagamento tem ocorrido dessa maneira nos últimos cinco anos, nas gestões de Gustavo Fruet (PDT) e de Greca. A diferença é que desde 2017 o cálculo não considera o reajuste a partir de março.

No anúncio, Greca se orgulha em dizer qual é o valor que será destinado nessa primeira parcela. “A nossa folha mensal é perto de R$ 300 milhões de reais será honrada em metade desse valor como uma forma de nós contribuirmos com a economia das famílias dos servidores”, destaca. Contudo, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), o pagamento da primeira parcela sem o reajuste da data-base está trazendo prejuízos para os trabalhadores. Considerando somente o reajuste da data base março de 2018, se não tivesse ocorrido a mudança na lei, o impacto para os cofres seria de R$ 2,5 milhões. Agora, se for computar os reajustes que não ocorreram em março de 2017 e março de 2018, “a prefeitura deixa de destinar R$ 9 milhões”, calcula o DIEESE. “No site da prefeitura eles estão apontando impacto seria de R$ 122,6 milhões”, compara Fabiano Camargo.

Gratificação natalina

O prefeito ainda aponta que o pagamento da segunda parcela deve ocorrer no dia 22 de novembro, como aconteceu no ano passado. Para a coordenadora geral do Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba (Sismuc), Irene Rodrigues, “aí está embutida outra pegadinha que foi aprovada no Pacotaço, em junho de 2017. Um dos projetos de lei que ele mudou foi o pagamento da integralidade do 13º para a somatória. Os servidores acabam perdendo no cálculo”, explica.

 

Título: A falácia do 13º do prefeito de Curitiba Rafael Greca, Conteúdo: O prefeito Rafael Greca (PMN) utilizou as redes sociais para celebrar o pagamento na primeira parcela do 13º salário dos servidores municipais. Mas o vídeo tem vários Fake News. Ele não informa que congelou o salário dos servidores em março de 2017, promovendo perdas salariais de 9,3%. Também não informa que o não reajuste influencia diretamente no valor pago aos trabalhadores. Tampouco diz que esse pagamento não ocorre na integralidade do 13º, pois ele alterou a lei. Por fim, o prefeito Greca não explica que o pagamento da primeira parcela nos últimos cinco anos sempre aconteceu nessa época. No vídeo postado nas redes sociais, o prefeito diz que “tem a grande alegria de anunciar que na próxima quarta-feira, 20 de junho, vamos pagar metade do 13º alusivo aos salários do ano de 2018 para todos os funcionários ativos e inativos”. Por outro lado, o prefeito omite que esse pagamento tem ocorrido dessa maneira nos últimos cinco anos, nas gestões de Gustavo Fruet (PDT) e de Greca. A diferença é que desde 2017 o cálculo não considera o reajuste a partir de março. No anúncio, Greca se orgulha em dizer qual é o valor que será destinado nessa primeira parcela. “A nossa folha mensal é perto de R$ 300 milhões de reais será honrada em metade desse valor como uma forma de nós contribuirmos com a economia das famílias dos servidores”, destaca. Contudo, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), o pagamento da primeira parcela sem o reajuste da data-base está trazendo prejuízos para os trabalhadores. Considerando somente o reajuste da data base março de 2018, se não tivesse ocorrido a mudança na lei, o impacto para os cofres seria de R$ 2,5 milhões. Agora, se for computar os reajustes que não ocorreram em março de 2017 e março de 2018, “a prefeitura deixa de destinar R$ 9 milhões”, calcula o DIEESE. “No site da prefeitura eles estão apontando impacto seria de R$ 122,6 milhões”, compara Fabiano Camargo. Gratificação natalina O prefeito ainda aponta que o pagamento da segunda parcela deve ocorrer no dia 22 de novembro, como aconteceu no ano passado. Para a coordenadora geral do Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba (Sismuc), Irene Rodrigues, “aí está embutida outra pegadinha que foi aprovada no Pacotaço, em junho de 2017. Um dos projetos de lei que ele mudou foi o pagamento da integralidade do 13º para a somatória. Os servidores acabam perdendo no cálculo”, explica.  



Informativo CONFETAM

Cadastre-se e receba periodicamente
nossos boletins informativos.