NOTA DE REPÚDIO AO PREFEITO DE CRICIÚMA CLÉSIO SALVARO

24/05/2022 - 17:12

A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam/CUT), vem, através de nota, repudiar as ações e palavras do prefeito de Criciúma (SC), Clésio Salvaro (PSDB).

A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam/CUT), vem, através de nota, repudiar as ações e palavras do prefeito de Criciúma (SC), Clésio Salvaro (PSDB), que em vídeo, veiculado nas redes sociais, declarou que os dirigentes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Criciúma (Siserp) teriam invadido a sede da Prefeitura de Criciúma. O que não é verdade!

O prefeito no vídeo informou que mesmo se estivesse no local não os atenderia. Além disso, o mesmo proferiu, de forma leviana e desrespeitosa, palavras contra os dirigentes sindicais. Ele disse ter um “sonho de ver os dirigentes trabalhando”, e concluiu com a atrocidade: “vão trabalhar cambada de vadios e comunistas!”.

O direito a manifestação é constitucional e é premissa básica de qualquer democracia. A Constituição Federal de 1988 consagrou significativo avanço para a liberdade sindical no plano das relações entre o Estado e o sindicato, com a livre criação e administração das entidades sindicais, além da proibição de interferências por parte do aparelho estatal. 

Em tempos onde a liberdade de expressão e os direitos fundamentais mais básicos precisam ser reafirmados todos os dias, é necessário que as instituições garantam o que parecia já estar consolidado e pacificado em nossa jurisprudência. 

Os servidores e servidoras municipais de Criciúma (SC) reivindicam a reposição da inflação e, especificamente o magistério, o cumprimento do percentual em 33,24%. Em detrimento as solicitações, a gestão elevou os salários dos cargos políticos em até 60% em dezembro último, e neste ano repassou também mais 11% para esses cargos.

A Confetam/CUT solicita uma resposta plausível da gestão pública mediante a série de acusações graves aos servidores e servidoras.

Lutar não é coisa de vagabundo e sim de quem ter coragem de se indignar perante aos abusos de gestões autoritárias!