Confetam/CUT convoca servidores municipais para a Greve Geral contra a Reforma da Previdência

05/06/2019 - 16:21

Entidade divulga orientações sobre procedimento para aderir à paralisação nacional em defesa do direito à aposentadoria, ameaçado pela PEC 06/2019 do desgoverno Bolsonaro.

A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam/CUT), entidade máxima de representação dos servidores públicos municipais brasileiros, convoca todos os trabalhadores e trabalhadoras do Ramo dos Municipais a cruzarem os braços, no dia 14 de junho, data da Greve Geral da Classe trabalhadora. A paralisação nacional foi convocada pelas centrais sindicais para barrar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Reforma da Previdência (nº 06/2019), apresentada ao Congresso Nacional pelo desgoverno de ultradireita do presidente Jair Bolsomaro (PSL).

Orientamos as 17 federações estaduais filiadas e os 842 sindicatos municipais e regionais a mobilizarem os servidores da base para cruzarem os braços contra a reforma da previdência, em defesa do direto à aposentadoria e da educação pública de qualidade. 

Greve deve ser aprovada em Assembleia e comunicada às prefeituras

As entidades devem baixar Edital de Convocação de Assembleia Geral Extraordinária para a categoria deliberar sobre a proposta de paralisação nacional, defendida pela Central Única dos Trabalhadores (CUT). Após aprovação, a decisão deve ser comunicada por escrito às prefeituras com no mínimo 72 horas (três dias) de antecedência à deflagração da Greve Geral. 

O comunicado também deve ser estendido à comunidade, por meio de panfletagem, por exemplo, a ser feita em locais de grande aglomeração. Na ocasião, as entidades devem conversar com a população, esclarecer os prejuízos da reforma da previdência para os brasileiros e pedir o apoio da sociedade à paralisação nacional de 14 de junho. 

Apoio da sociedade é estratégico para sucesso da paralisação

"É importante que a gente possa agregar todas as entidades dos nossos municípios, estudantes, donas de casa, grupos organizados, movimentos sociais, porque a defesa da previdência pública e solidária, de uma assistência social que ampare os historicamente excluídos e mais necessitados, e da educação laica e de qualidade, são bandeiras da sociedade como um todo", afirma a presidenta da Confetam/CUT, Vilani Oliveira. 

A dirigente nacional convoca federações e sindicatos a promoverem atos nos municípios, nas regiões e a engrossar as manifestações nas capitais de todos os estados onde os servidores públicos municipais CUTistas estão organizados. "Precisamos dizer NÃO aos ataques do desgoverno Bolsonaro, dizer NÃO aos cortes que esse governo vem praticando na educação, dizer NÃO às ameaças de destruição da Assistência Social e da nossa Previdência", conclama Vilani Oliveira.